segunda-feira, 1 de maio de 2017

Caríssimos, Na sucessão tácita dos dias, nos encontramos entre o direito de aprendermos algo e o dever de comunicarmos à descendência um pouco daquilo que armazenamos em nosso celeiro intelectual. A sensação que sempre nos aflora é a de que poderíamos ter feito mais. Não nos cabe declinar as razões nem suas fontes que assim neste exato momento nos encontramos.
Data histórica esta que estamos vivendo. Maio desponta. Atrás dele, algumas saudades. Ano 1948, era sexta-feira, dia 30 de abril. Tempo bom. Recôndito interior. Ânsia de um futuro melhor. Pai de família. Seu nome: Ernesto. Um casal de filhos, adolescentes. Triste coincidência, o pai, 48 anos de idade. nascera na virada do século XIX para o XX. Um grave acidente. Curva estreita, um corpo estatelado, últimas palavras. Como aquele, outros se sucederam e muitos virão. Que o Trabalho não tenha uma única data. Mas todas elas a ele convirjam.