Caríssimos, Na sucessão tácita dos dias, nos encontramos entre o direito de aprendermos algo e o dever de comunicarmos à descendência um pouco daquilo que armazenamos em nosso celeiro intelectual. A sensação que sempre nos aflora é a de que poderíamos ter feito mais. Não nos cabe declinar as razões nem suas fontes que assim neste exato momento nos encontramos.
Data histórica esta que estamos vivendo. Maio desponta. Atrás dele, algumas saudades. Ano 1948, era sexta-feira, dia 30 de abril. Tempo bom. Recôndito interior. Ânsia de um futuro melhor. Pai de família. Seu nome: Ernesto. Um casal de filhos, adolescentes. Triste coincidência, o pai, 48 anos de idade. nascera na virada do século XIX para o XX. Um grave acidente. Curva estreita, um corpo estatelado, últimas palavras. Como aquele, outros se sucederam e muitos virão. Que o Trabalho não tenha uma única data. Mas todas elas a ele convirjam.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Caros leitores!
Nesta data tão significativa para toda a sociedade, queremos parabenizar a CRIANÇA.
Criança, elo fundamental na corrente da história e responsável direta pala continuidade do trabalho iniciado por seus antecessores.
Parabéns!
A criança, em sua essência,
guarda fortes perspectivas,
de transformar a inocência
em conquistas efetivas.
Criança, ao mundo, a promessa,
de um agente inovador,
nela a esperança não cessa
de um futuro promissor.
Embora a lei não consinta,
que uma criança deponha,
diz seu coração, não minta,
mas sinta ao mentir, vergonha!
Nesta data tão significativa para toda a sociedade, queremos parabenizar a CRIANÇA.
Criança, elo fundamental na corrente da história e responsável direta pala continuidade do trabalho iniciado por seus antecessores.
Parabéns!
A criança, em sua essência,
guarda fortes perspectivas,
de transformar a inocência
em conquistas efetivas.
Criança, ao mundo, a promessa,
de um agente inovador,
nela a esperança não cessa
de um futuro promissor.
Embora a lei não consinta,
que uma criança deponha,
diz seu coração, não minta,
mas sinta ao mentir, vergonha!
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Desde os primórdios, o homem vem superando barreiras, suprimindo obstáculos e reescrevendo sua história com avanços e conquistas.
Há cento e setenta outonos,
Netuno entrava na história,
outros vieram, sem donos,
mas com visão peremptória.
Que nenhum tropeço ocorra
na vida da humanidade,
tampouco, a esperança morra,
por qualquer fatalidade.
Com meu abraço. Até!
Há cento e setenta outonos,
Netuno entrava na história,
outros vieram, sem donos,
mas com visão peremptória.
Que nenhum tropeço ocorra
na vida da humanidade,
tampouco, a esperança morra,
por qualquer fatalidade.
Com meu abraço. Até!
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Setembro: mês de reflexão
Estamos passando por uma turbulência em nossa política a qual afeta e interfere diretamente no nosso crescimento cultural, no cotidiano financeiro e, sobretudo, nas relações sociais. Destarte, sublinhamos
ventos fortes, tempestades,
que abalaram as raízes,
sumam levando as maldades
e apaguem as cicatrizes.
Externo minha ânsia em testemunhar, o mais breve possível, as mudanças necessárias para que tenhamos os resultados esperados, porque
dos projetos, o sucesso,
é tão raro quanto escasso,
dele, ninguém tem acesso,
sem dar o primeiro passo.
Setembro homenageia a Bíblia, a obra por excelência mais lida no planeta. Talvez, estejamos às portas de um grande passo que, para chegarmos ao objetivo, só depende da nossa vontade. Assim,
olhe para o sino e veja
mais que uma taça invertida,
sinta um convite da Igreja
para a reflexão da vida.
Mas, não só por ser setembro,
quando aparecem as flores,
mesmo pequeno, me lembro,
a vida tinha mais cores.
...
domingo, 8 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Mensagem da semana
Mensagem para este dois de maio de 2016:
O escritor semeia em linhas
sobre os campos da cultura,
faz das letras, sementinhas
e da escrita a semeadura.
Com meu abraço...
Luiz Damo
O escritor semeia em linhas
sobre os campos da cultura,
faz das letras, sementinhas
e da escrita a semeadura.
Com meu abraço...
Luiz Damo
domingo, 7 de setembro de 2014
Seja bem-vindo!
Deixei o campo, o interior, com 20 anos. A exuberância da natureza parecia entrar para os arquivos das reminiscências e o esplendor dos sonhos, factíveis, reluzir nos horizontes sob uma espessa névoa de ansiedade e preocupação. Rumei para um centro urbano sem saber onde iria pernoitar naquela noite, quente sim, de um fevereiro, já distante, mas ciente que os objetivos seriam alcançados. O próprio ambiente, antes tranquilo e pacato, então transformado em correria e agitação. Tudo mudou.
Iniciei minha caminhada profissional na indústria, prestação de serviços (bancário) e comércio.
Passei também por vários estágios de participação social, mormente na luta por melhorias comunitárias, pleiteando ao lado de outros entusiastas, por meio de mecanismos legais, elevar a sociedade ao patamar que lhe seria merecido.
No âmbito do fomento à práticas religiosas e doutrinárias busquei a construção de uma sociedade una e fraterna, o que nem sempre as circunstâncias acenavam favoravelmente. Os anos corriam e os avanços tecnológicos muito mais.
Mudanças urgiam intermitentemente.
Sob o lema "ninguém dá senão daquilo que tem", busquei ferrenhamente um inequívoco aprimoramento do cabedal intelectivo, jamais com o intuito de tornar-me um paradigma, mas uma ínfima luz capaz de iluminar os passos de alguém. Dediquei-me à catequese por mais de 10 anos, fui membro e coordenador de grupos de jovens, agente de pastorais atuando no Ministério da Palavra, da Preparação para o Batismo e da Liturgia.
Após alguns anos e pelo ingresso no quadro de membros efetivos da Academia Caxiense de Letras, ocorrido em agosto de 1991, em 2003 lancei a obra, "Trovas sem trevas". Com 818 trovas literárias, tive o patrocínio do então Fundoprocultura, atualmente, Financiarte.
Esta obra, o que não seria necessário sublinhar, se compõe de trovas com divisões temáticas.
Uma desses divisões homenageia a cidade de Caxias do Sul. E um dos pontos de referência que é o Monumento ao Imigrante.
É mister frisar que, face a tantas buscas que fazemos, umas bem sucedidas, outras nem tanto, jamais devemos olvidar que a vida é uma constante escolha. As opções, que se multiplicam geometricamente ao nosso derredor, nem sempre encontram respaldo nas respectivas decisões tomadas. "Busco o Sol, mas sei que devo passar pelas estrelas se assim o fizer e ao fazê-lo devo deixá-las tal como as conheci". Que seu brilho se expanda aos confins do universo.
Monumento do Imigrante
voltado para o poente,
imponência deslumbrante,
símbolo da nossa gente.
Os primeiros imigrantes
venceram hostilidades,
não foram beligerantes
mas guerreiros nas vontades.
Destemido, o sol mergulha,
no horizonte debruçado,
deita à terra, tal fagulha,
sendo por ela abraçado.
Se beberes, não dirijas,
nem deixes que alguém o faça.
Para que, por nada erijas,
teu sepulcro numa taça.
O conjunto das obras acima, além de outras prestes à conclusão, me desafia a percorrer com mais afinco e solicitude os caminhos da pesquisa, da observação empírica e da dedução lógica dos fatos, não apenas hodiernos, mas os de antanho, para que das resoluções surja um paradigma de vida e conduta. A vida é tão rica para passarmos por ela sem deixarmos nossa marca e os vestígios de quem preocupou-se em torná-la melhor. Ou de alguém que protagonizou mudanças, traçou metas, elaborou metodologias e tudo fez para que as transformações viessem a lume.
Por isso, vale frisar:
Só quem luta sabe o quanto
o dor pesa na derrota,
seu rosto banhado em pranto
reflete o que ela denota.
São diversos os caminhos que o mundo nos oferece, um devemos seguir. Escolhê-lo cabe a cada um de nós!
No dia 18 de julho comemoramos o "Dia do Trovador"
Nada melhor para celebrar a data que um jantar entre amigos e simpatizantes da trova. Neste dia 18/07/2015 nos reunimos num restaurante aconchegante, em Caxias do Sul. No evento algumas trovas foram recitadas. como estas:
No dia do trovador
por que não pormos à prova,
num jantar, todo o sabor,
na farta mesa da trova?
Pôr o ato em "banho-maria",
ou volvê-lo em pano-quente,
é ter medo da água fria
por julgá-la estar fervente.
No decurso da existência
há quem diga que envelhece.
Apenas muda a aparência,
mas a essência permanece.
Se o mundo for um desterro
e a tua vida, ruim,
talvez pareça exagero,
tu mesmo o deixaste assim.
Com delgada resistência
no mar da terceira-idade,
segue o barco da existência
com respingos de saudade.
Toda a caneta denota
uma história a ser descrita,
se for prova, mostra à nota,
o poder que tem a escrita.
O trovador quando embarca
no trem da viva amizade,
da cultura faz a marca
e da trova a identidade.
O trovador segue a linha
que a trova lhe tracejou,
trova até quando caminha
sobre o tema que a ensejou.
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO
A você, caro leitor, que tem me acompanhado nessa trajetória literária, apresento-lhe a mais recente obra, Elo de uma História. Um resgate histórico embasado na imigração italiana no Rio Grande do Sul e requintada com ingredientes históricos que permeiam estes últimos 135 anos. Suas 304 páginas, recheadas de imagens ilustrativas de uma época, corroboram as dificuldades encontradas em solo brasileiro pelo imigrante, mas também as suas conquistas, seus sonhos e seus valores, intrínsecos e externados através da vivência, da cultura e dos costumes trazidos e aqui experienciados.
O leitor, mormente descendente de italianos, sentir-se-á ainda mais com vínculos de consanguinidade e afetivos avivados, por meio da leitura, ou releitura, de fatos e tradições nesta pequena e humilde obra retratados.
Como a própria introdução apresenta, "à vida, ao paragrafarmos suas intrínsecas e múltiplas manifestações, nos deparamos com inúmeras imagens e com diferentes interpretações representativas de sua grandeza e suas misérias".
Essa obra não terá lançamento solene, mas, desde já externamos os agradecimentos à LIC municipal, Prefeitura de Caxias do Sul, Secretaria da Cultura de Caxias do Sul e ao grupo Randon, RACON Consórcios, pela viabilização desse projeto. Um pequeno trabalho literário, sob a ótica da leitura mas, um importante passo na preservação da história de um povo, suas origens e sua contribuição para o crescimento e desenvolvimento de uma comunidade e de uma nação.
Aguardem! Em breve, outras obras virão. É questão de tempo...
Foi com o pensamento voltado a este universo conceitual que coloco, ainda que em meras reticências... Jamais posso imaginar,
ou projetar meu porvir,
sem ao passado voltar
e no agora me inserir.
foto: Luiz Damo
Eu sou Luiz Damo, nascido em Casca-RS-Brasil e residente na "Pérola das Colônias", a vistosa metrópole da Serra Gaúcha, Caxias do Sul.
Meus ancestrais nasceram na Itália e às Américas vieram em busca de melhores condições de vida para si e seus familiares.
Deixei o campo, o interior, com 20 anos. A exuberância da natureza parecia entrar para os arquivos das reminiscências e o esplendor dos sonhos, factíveis, reluzir nos horizontes sob uma espessa névoa de ansiedade e preocupação. Rumei para um centro urbano sem saber onde iria pernoitar naquela noite, quente sim, de um fevereiro, já distante, mas ciente que os objetivos seriam alcançados. O próprio ambiente, antes tranquilo e pacato, então transformado em correria e agitação. Tudo mudou.
Iniciei minha caminhada profissional na indústria, prestação de serviços (bancário) e comércio.
Passei também por vários estágios de participação social, mormente na luta por melhorias comunitárias, pleiteando ao lado de outros entusiastas, por meio de mecanismos legais, elevar a sociedade ao patamar que lhe seria merecido.
No âmbito do fomento à práticas religiosas e doutrinárias busquei a construção de uma sociedade una e fraterna, o que nem sempre as circunstâncias acenavam favoravelmente. Os anos corriam e os avanços tecnológicos muito mais.
Mudanças urgiam intermitentemente.
Sob o lema "ninguém dá senão daquilo que tem", busquei ferrenhamente um inequívoco aprimoramento do cabedal intelectivo, jamais com o intuito de tornar-me um paradigma, mas uma ínfima luz capaz de iluminar os passos de alguém. Dediquei-me à catequese por mais de 10 anos, fui membro e coordenador de grupos de jovens, agente de pastorais atuando no Ministério da Palavra, da Preparação para o Batismo e da Liturgia.
Minha escolaridade é superior, com pós-graduação em Filosofia - Ética e Moral em Kant e em Teologia, ambas pela Universidade de Caxias do Sul - UCS.
Iniciei no curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, restando apenas seis disciplinas para a sua conclusão. Reoptei para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia, concluído em 1988 e atualmente sou acadêmico de Direito pela UCS, porém, temporariamente interrompido com 75% já efetivado.
Iniciei no curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, restando apenas seis disciplinas para a sua conclusão. Reoptei para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia, concluído em 1988 e atualmente sou acadêmico de Direito pela UCS, porém, temporariamente interrompido com 75% já efetivado.
Não me considero eclético, nem realizo vários labores simultaneamente. Mas o que faço procuro fazê-lo com a maior perfeição possível.
A tendência às letras tem-me conduzido pelos caminhos da observação, da pesquisa e da reflexão. Ferramentas, com as quais lapidei alguns projetos, já consumados e outros, no mesmo rol.
Iniciei minha incursão nas letras no limiar da década de 1980. Porém, em 1974 já haviam sido publicadas algumas crônicas de minha autoria, mormente no semanário Correio Riograndense. Mais recentemente também, numa curta trajetória, fui cronista do semanário caxiense, "Comércio do Povo".
Em 1981, lancei o livro "Para um mundo melhor". Relativamente pequeno, essencialmente de crônicas voltado à reflexão e revisão comportamental do ser humano. 94 páginas, pela Gráfica de Edições Paulinas, em Caxias do Sul.
Após alguns anos e pelo ingresso no quadro de membros efetivos da Academia Caxiense de Letras, ocorrido em agosto de 1991, em 2003 lancei a obra, "Trovas sem trevas". Com 818 trovas literárias, tive o patrocínio do então Fundoprocultura, atualmente, Financiarte.
Esta obra, o que não seria necessário sublinhar, se compõe de trovas com divisões temáticas.
Uma desses divisões homenageia a cidade de Caxias do Sul. E um dos pontos de referência que é o Monumento ao Imigrante.
É mister frisar que, face a tantas buscas que fazemos, umas bem sucedidas, outras nem tanto, jamais devemos olvidar que a vida é uma constante escolha. As opções, que se multiplicam geometricamente ao nosso derredor, nem sempre encontram respaldo nas respectivas decisões tomadas. "Busco o Sol, mas sei que devo passar pelas estrelas se assim o fizer e ao fazê-lo devo deixá-las tal como as conheci". Que seu brilho se expanda aos confins do universo.
Monumento do Imigrante
voltado para o poente,
imponência deslumbrante,
símbolo da nossa gente.
Os primeiros imigrantes
venceram hostilidades,
não foram beligerantes
mas guerreiros nas vontades.
Destemido, o sol mergulha,
no horizonte debruçado,
deita à terra, tal fagulha,
sendo por ela abraçado.
Se beberes, não dirijas,
nem deixes que alguém o faça.
Para que, por nada erijas,
teu sepulcro numa taça.
Em 2006 lancei "Academia Caxiense de Letras, 40 anos de história". Uma obra que relata, desde a fundação da entidade até 2002. Edição, que teve o apoio da Universidade de caxias do Sul. Além de membro correspondente de cinco Academias, espalhadas pelo Brasil, sou membro efetivo, como já frisei, da Academia Caxiense de Letras RS, ocupando a cadeira 32 tendo como patrono, o poeta e cronista caxiense Natal Serafim Chiarello. Meu ingresso nesta instituição ocorreu em agosto de 1991.
Na União Brasileira de trovadores UBT, seção Caxias do Sul, também tive o privilégio de participar na divulgação e fomento da trova literária, sem sombra de dúvidas um dos estilos literários mais apaixonantes e diletos deste humilde autor.
Na União Brasileira de trovadores UBT, seção Caxias do Sul, também tive o privilégio de participar na divulgação e fomento da trova literária, sem sombra de dúvidas um dos estilos literários mais apaixonantes e diletos deste humilde autor.
Em 2010 lancei a obra "Nossa Senhora do Rosário, 132 anos de história". Uma descrição histórico da comunidade homônima à obra, que se confunde com a própria história da cidade, desde o assentamento das primeiras famílias de imigrantes italianos, em 1876 até 2008, ano em que a comunidade deixou de ter uma característica própria e secular e passou a ser mais aberta, com relação ao quadro de associados. A edição teve o patrocínio da LIC municipal.
Tal um epílogo, a obra descreve como teria sido a Saga da Imigração...
In vaporetto su'l mare
ze vegnesto i trevisani,
per la cucanha catare
con altri tanti taliani.
Nostri genetori infine,
al lasciare sua città,
il pensiero, pieno fine,
per la sua felicità.
Nella casa di antenati
se vedeva tanti fiôi,
però, meno fortunati,
più felice do che ancoi.
La madre co'l suo bambino
volere al padre parlare:
cercaremo altro cammino
per nostra vita cambiare...
Arrivatti nel Brasile
tutti insieme co'l onore,
sù la chiesa, il campanile,
per ringraziare il Signore.
E cosi per questo mondo
tante persone ghe dice:
grazie, nel cuore profondo,
per tiene nostre radice!
Tal um epílogo, a obra descreve como teria sido a Saga da Imigração...
In vaporetto su'l mare
ze vegnesto i trevisani,
per la cucanha catare
con altri tanti taliani.
Nostri genetori infine,
al lasciare sua città,
il pensiero, pieno fine,
per la sua felicità.
Nella casa di antenati
se vedeva tanti fiôi,
però, meno fortunati,
più felice do che ancoi.
La madre co'l suo bambino
volere al padre parlare:
cercaremo altro cammino
per nostra vita cambiare...
Arrivatti nel Brasile
tutti insieme co'l onore,
sù la chiesa, il campanile,
per ringraziare il Signore.
E cosi per questo mondo
tante persone ghe dice:
grazie, nel cuore profondo,
per tiene nostre radice!
Em 2012 lancei "Pétalas do Quotidiano". Uma obra de poesias e sonetos, com o patrocínio do Financiarte.
Dentre tantos, podemos destacar o poema abaixo:
SANTO ANTÔNIO
Santo Antônio nos proteja
das ciladas do demônio,
em qualquer lugar que seja
socorrei-nos, Santo Antônio!
Dos solteiros sois patrono,
por isso, casamenteiro...
Ninguém caia no abandono,
seja casado ou solteiro!
Todo rei guarda seu trono,
tal grande e maduro pomo
pra contê-lo por inteiro.
Santo Antônio, ficai perto
dos casais de namorados,
mostrai-lhes o rumo certo,
mesmo depois de casados.
Dentre as pérolas tão raras
possam estar as do afeto,
as noites se tornem claras
e mais brilhante o trajeto.
Ninguém sucumba às amarras
dando às almas que são caras
o eterno aconchego e teto.
UVA E TRIGO
Pelo rangido estridente
tão retumbante no além,
entre as rodas e o dormente
Caxias saudava o trem.
Já decorreram cem anos
desde aquela nobre data,
foram milhares de planos
que a própria história relata.
Mal, o imigrante sabia,
a importância que teria
desbravar a verde mata.
Uva e trigo no caminho
revestiram este chão,
a uva se tornara vinho
e o trigo em farinha e pão.
Nas mesas de cada lar
unida, a família orava,
conforme seu paladar
com virtudes temperava,
sempre alimentando a vida
nunca clamara à comida
nem a esperança faltava.
ESSÊNCIAS
Nunca espere frutos ter
se nada tiver plantado,
sempre acaba sem colher
quem nunca tem semeado.
Portas que só têm sinais
de entrada e não de saída,
quem entrar, talvez jamais,
de lá voltará com vida.
Sejam ternos os fanais
eternos fachos florais
numa senda colorida.
A primavera nos traz
as primeiras sensações,
que enchem da sublime paz
tão sequiosos corações,
um sorriso transbordante
cobre a face com olores
e no olhar do ser pensante
um ramalhete de cores,
essência aromatizante,
unge e perfuma o semblante
dos sensíveis prosadores.
Esse soneto também pode ser encontrado:
GALOPEIOS
Às rédeas da xucra imaginação
no lombo do tempo vai cavalgar,
pelo horizonte sempre a repontar
nobres valores num outro galpão.
A galope descreve o entardecer
à sombra viril da noite serena,
reflete os matizes da bruma amena
que voltam a brilhar no amanhecer.
Cortando os campos do conhecimento
rasga as cortinas da sua existência,
para recobrá-la a todo momento.
Com brio frente à vida em reverência
traduz em canto o seu contentamento
nas longas jornadas com persistência.
Dentre tantos, podemos destacar o poema abaixo:
SANTO ANTÔNIO
Santo Antônio nos proteja
das ciladas do demônio,
em qualquer lugar que seja
socorrei-nos, Santo Antônio!
Dos solteiros sois patrono,
por isso, casamenteiro...
Ninguém caia no abandono,
seja casado ou solteiro!
Todo rei guarda seu trono,
tal grande e maduro pomo
pra contê-lo por inteiro.
Santo Antônio, ficai perto
dos casais de namorados,
mostrai-lhes o rumo certo,
mesmo depois de casados.
Dentre as pérolas tão raras
possam estar as do afeto,
as noites se tornem claras
e mais brilhante o trajeto.
Ninguém sucumba às amarras
dando às almas que são caras
o eterno aconchego e teto.
UVA E TRIGO
Pelo rangido estridente
tão retumbante no além,
entre as rodas e o dormente
Caxias saudava o trem.
Já decorreram cem anos
desde aquela nobre data,
foram milhares de planos
que a própria história relata.
Mal, o imigrante sabia,
a importância que teria
desbravar a verde mata.
Uva e trigo no caminho
revestiram este chão,
a uva se tornara vinho
e o trigo em farinha e pão.
Nas mesas de cada lar
unida, a família orava,
conforme seu paladar
com virtudes temperava,
sempre alimentando a vida
nunca clamara à comida
nem a esperança faltava.
ESSÊNCIAS
Nunca espere frutos ter
se nada tiver plantado,
sempre acaba sem colher
quem nunca tem semeado.
Portas que só têm sinais
de entrada e não de saída,
quem entrar, talvez jamais,
de lá voltará com vida.
Sejam ternos os fanais
eternos fachos florais
numa senda colorida.
A primavera nos traz
as primeiras sensações,
que enchem da sublime paz
tão sequiosos corações,
um sorriso transbordante
cobre a face com olores
e no olhar do ser pensante
um ramalhete de cores,
essência aromatizante,
unge e perfuma o semblante
dos sensíveis prosadores.
Esse soneto também pode ser encontrado:
GALOPEIOS
Às rédeas da xucra imaginação
no lombo do tempo vai cavalgar,
pelo horizonte sempre a repontar
nobres valores num outro galpão.
A galope descreve o entardecer
à sombra viril da noite serena,
reflete os matizes da bruma amena
que voltam a brilhar no amanhecer.
Cortando os campos do conhecimento
rasga as cortinas da sua existência,
para recobrá-la a todo momento.
Com brio frente à vida em reverência
traduz em canto o seu contentamento
nas longas jornadas com persistência.
Em 2014 lancei o livro "A trova literária nas páginas do Sul", uma obra com centenas de trovas e glosas. Lançamento ocorreu dia 5 de setembro de 2014 na livraria Do Arco da Velha, em Caxias do Sul.
Dentre suas páginas constam inúmeras mensagens, como estas:
Diz quem ama, à parte amada:
esquecer-te eu não consigo,
sem ti sou menos que nada,
mais que tudo, eu sou contigo.
Num contexto mais moderno
o saber rompe a fronteira.
Não tem SIM que seja eterno,
nem um NÃO pra vida inteira.
Quem oferece uma flor
pode ser autor confesso,
dum ato que exprima amor
ou de carinho em excesso.
Seja o luz, da vida o fulcro
e a morte um fruto tardio,
tudo o que ocupa o sepulcro
sejam restos de um vazio.
Todo passo na alegria
se veste de brevidade,
mas, à dor, numa agonia,
parece uma eternidade.
Do tempo sou peregrino,
do espaço um parambulante,
misto de humano e divino
neste universo gigante.
Livro! Tua estrela brilha,
sob o cosmos da cultura,
iluminas quem palmilha
as estradas da leitura.
Para Deus jamais afirmes
que os grandes males são teus.
Aos males nunca confirmes
que eles são frutos de Deus.
Se calado alguém consente
não sente a mesma emoção,
de falar tudo o que sente
guardado em seu coração.
Pedra solta, rola imersa,
na água turbulenta e fria,
rija, impune e controversa,
companheira à travessia.
Nas esquinas do passado
deixo um pedaço de mim,
por alguém vai ser juntado
depois de chegar meu fim.
Galopa o tempo sem upa,
pelos campos da existência,
nele vamos de garupa
laçar na eterna querência.
Longínquas tardes amenas
com o rubor da pitanga,
trazem imagens serenas
do sol dormindo na sanga.
Cada dia que somamos
à caminhada vivida,
nova flor acrescentamos
no ramalhete da vida.
Se não mudas teu passado
muda o teu jeito de ser,
nisso podes ter mudado
o mundo sem perceber.
E tantas outras... Como a que segue, com o menor e maior número de dígitos, além de modalidades diferenciadas como você pode conferir.
Aliado no luar
a sua dor alivia,
faz a lua atenuar
o doído fim do dia.
Nas mãos dos transportadores
quantos frutos transportados!
Transportam grandes primores,
depois dos bens transformados.
Lar que num céu se traduz,
traduz paz por revelar,
revelar a grande luz,
luz divina sobre o lar.
Flores abertas pra vida,
vida com elas, mais cores,
cores na estrada florida,
florida, contendo as flores.
A mentira,então solteira,
foi juntar-se ao desrespeito
e a traição, filha primeira,
fez nascer um lar desfeito.
Dentre suas páginas constam inúmeras mensagens, como estas:
Diz quem ama, à parte amada:
esquecer-te eu não consigo,
sem ti sou menos que nada,
mais que tudo, eu sou contigo.
Num contexto mais moderno
o saber rompe a fronteira.
Não tem SIM que seja eterno,
nem um NÃO pra vida inteira.
Quem oferece uma flor
pode ser autor confesso,
dum ato que exprima amor
ou de carinho em excesso.
Seja o luz, da vida o fulcro
e a morte um fruto tardio,
tudo o que ocupa o sepulcro
sejam restos de um vazio.
Todo passo na alegria
se veste de brevidade,
mas, à dor, numa agonia,
parece uma eternidade.
Do tempo sou peregrino,
do espaço um parambulante,
misto de humano e divino
neste universo gigante.
Livro! Tua estrela brilha,
sob o cosmos da cultura,
iluminas quem palmilha
as estradas da leitura.
Para Deus jamais afirmes
que os grandes males são teus.
Aos males nunca confirmes
que eles são frutos de Deus.
Se calado alguém consente
não sente a mesma emoção,
de falar tudo o que sente
guardado em seu coração.
Pedra solta, rola imersa,
na água turbulenta e fria,
rija, impune e controversa,
companheira à travessia.
Nas esquinas do passado
deixo um pedaço de mim,
por alguém vai ser juntado
depois de chegar meu fim.
Galopa o tempo sem upa,
pelos campos da existência,
nele vamos de garupa
laçar na eterna querência.
Longínquas tardes amenas
com o rubor da pitanga,
trazem imagens serenas
do sol dormindo na sanga.
Cada dia que somamos
à caminhada vivida,
nova flor acrescentamos
no ramalhete da vida.
Se não mudas teu passado
muda o teu jeito de ser,
nisso podes ter mudado
o mundo sem perceber.
E tantas outras... Como a que segue, com o menor e maior número de dígitos, além de modalidades diferenciadas como você pode conferir.
Aliado no luar
a sua dor alivia,
faz a lua atenuar
o doído fim do dia.
Nas mãos dos transportadores
quantos frutos transportados!
Transportam grandes primores,
depois dos bens transformados.
Lar que num céu se traduz,
traduz paz por revelar,
revelar a grande luz,
luz divina sobre o lar.
Flores abertas pra vida,
vida com elas, mais cores,
cores na estrada florida,
florida, contendo as flores.
A mentira,então solteira,
foi juntar-se ao desrespeito
e a traição, filha primeira,
fez nascer um lar desfeito.
O conjunto das obras acima, além de outras prestes à conclusão, me desafia a percorrer com mais afinco e solicitude os caminhos da pesquisa, da observação empírica e da dedução lógica dos fatos, não apenas hodiernos, mas os de antanho, para que das resoluções surja um paradigma de vida e conduta. A vida é tão rica para passarmos por ela sem deixarmos nossa marca e os vestígios de quem preocupou-se em torná-la melhor. Ou de alguém que protagonizou mudanças, traçou metas, elaborou metodologias e tudo fez para que as transformações viessem a lume.
Por isso, vale frisar:
Só quem luta sabe o quanto
o dor pesa na derrota,
seu rosto banhado em pranto
reflete o que ela denota.
São diversos os caminhos que o mundo nos oferece, um devemos seguir. Escolhê-lo cabe a cada um de nós!
No dia 18 de julho comemoramos o "Dia do Trovador"
Nada melhor para celebrar a data que um jantar entre amigos e simpatizantes da trova. Neste dia 18/07/2015 nos reunimos num restaurante aconchegante, em Caxias do Sul. No evento algumas trovas foram recitadas. como estas:
No dia do trovador
por que não pormos à prova,
num jantar, todo o sabor,
na farta mesa da trova?
Pôr o ato em "banho-maria",
ou volvê-lo em pano-quente,
é ter medo da água fria
por julgá-la estar fervente.
No decurso da existência
há quem diga que envelhece.
Apenas muda a aparência,
mas a essência permanece.
Se o mundo for um desterro
e a tua vida, ruim,
talvez pareça exagero,
tu mesmo o deixaste assim.
Com delgada resistência
no mar da terceira-idade,
segue o barco da existência
com respingos de saudade.
Toda a caneta denota
uma história a ser descrita,
se for prova, mostra à nota,
o poder que tem a escrita.
O trovador quando embarca
no trem da viva amizade,
da cultura faz a marca
e da trova a identidade.
O trovador segue a linha
que a trova lhe tracejou,
trova até quando caminha
sobre o tema que a ensejou.
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO
Neste mundo onde os valores
se concentram sobre o ter,
sejam fontes de esplendores
as luzes que vêm do ser.
No caminho sempre andemos
sem pedras a nos ferir,
ou nós dele as afastemos,
ou não vamos prosseguir.
São
Francisco, padroeiro,
dos
poetas, trovadores,
deixaste
no mundo inteiro
milhares
de seguidores.
Grande
mestre me permita
fazer
sempre esta oração,
enquanto
meu ser medita
vem guiar minha missão.
Ó Senhor! Fazei
de mim,
um instrumento
de paz,
nele o mundo
sinta, enfim,
que sois Vós
quem vida traz.
Onde houver o
desespero
a esperança eu
comunique
e na dúvida
co’esmero
plena fé sempre
pratique.
Onde apenas tem
tristeza
possa levar a
alegria
e na discórdia
e frieza
o amor sempre aqueça
o dia.
Onde só trevas
prosperam
que
eu leve a luz e calor
e
onde os erros preponderam
leve
a verdade, Senhor!
Onde houver
ódio que eu leve
o amor puro e
verdadeiro
e o perdão para
quem deve,
sendo eterno
mensageiro.
Ó Mestre, Deus e Senhor!
Fazei
que eu procure mais,
consolar
quem vive à dor
que
buscar consolos tais.
Compreender as
diferenças
que vibrar nas
semelhanças,
amar quem nas
desavenças
me usurpar as
esperanças.
Porque é dando, nesta vida,
que
se ganha a imensidão,
desde
o prato de comida
até
o divinal perdão.
Perdoando se
convive
numa família fraterna
e é morrendo
que se vive
feliz para a
vida eterna.
A você, caro leitor, que tem me acompanhado nessa trajetória literária, apresento-lhe a mais recente obra, Elo de uma História. Um resgate histórico embasado na imigração italiana no Rio Grande do Sul e requintada com ingredientes históricos que permeiam estes últimos 135 anos. Suas 304 páginas, recheadas de imagens ilustrativas de uma época, corroboram as dificuldades encontradas em solo brasileiro pelo imigrante, mas também as suas conquistas, seus sonhos e seus valores, intrínsecos e externados através da vivência, da cultura e dos costumes trazidos e aqui experienciados.
O leitor, mormente descendente de italianos, sentir-se-á ainda mais com vínculos de consanguinidade e afetivos avivados, por meio da leitura, ou releitura, de fatos e tradições nesta pequena e humilde obra retratados.
Como a própria introdução apresenta, "à vida, ao paragrafarmos suas intrínsecas e múltiplas manifestações, nos deparamos com inúmeras imagens e com diferentes interpretações representativas de sua grandeza e suas misérias".
Essa obra não terá lançamento solene, mas, desde já externamos os agradecimentos à LIC municipal, Prefeitura de Caxias do Sul, Secretaria da Cultura de Caxias do Sul e ao grupo Randon, RACON Consórcios, pela viabilização desse projeto. Um pequeno trabalho literário, sob a ótica da leitura mas, um importante passo na preservação da história de um povo, suas origens e sua contribuição para o crescimento e desenvolvimento de uma comunidade e de uma nação.
Aguardem! Em breve, outras obras virão. É questão de tempo...
Foi com o pensamento voltado a este universo conceitual que coloco, ainda que em meras reticências... Jamais posso imaginar,
ou projetar meu porvir,
sem ao passado voltar
e no agora me inserir.
foto: Luiz Damo
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